O facto de cada Estado possuir o seu sistema educativo, que obedece a fundamentos políticos, económicos, históricos, sociais, culturais e jurídicos próprios, ainda que com influências forâneas de diversa natureza e intensidade, faz com que existam tantos sistemas educativos no Mundo quanto o número de países.
Porém, mormente no contexto da globalização acelerada das economias e das relações internacionais, sob o impulso da ciência e das tecnologias, a aproximação entre os Estados e os respetivos sistemas educativos constitui uma realidade e uma tendência crescente.
A necessidade de investigar e compreender tanto as oportunidades como riscos e obstáculos no desenvolvimento de relações bilaterais e multilaterais no setor da educação justifica a importância da Educação Comparada. Assim, ao evidenciar as tendências hegemónicas e contra-hegemónicas em educação, bem como as formas de colonialidade, que tendem a reproduzir antigas lógicas coloniais e neocoloniais, e o potencial de abordagem decolonial da educação, a Educação Comparada fornece subsídios relevantes para abordar criticamente as conceções e práticas educacionais no contexto atual-
Daí este artigo que procura lançar pistas de reflexão sobre uma temática que, não obstante vários estudos produzidos, precisa de ser divulgada, de modo a contribuir para a clarificação de conceitos, desconstrução de propósitos hegemónicos e promover o desenvolvimento da educação segundo perspetivas humanistas, emancipadoras e idiossincráticas.
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Educação Comparada, Globalização e Estudos Pós-coloniais



Neste texto, refletimos sobre as especificidades da profissão docente, os paradigmas e modelos de formação dos professores, a relevância e os cenários da supervisão pedagógica nos contextos da formação inicial e em exercício dos professores, trazendo à colação contribuições de vários autores que se têm ocupado desta problemática, bem como experiências da realidade cabo-verdiana.




em lógicas hegemónicas e mercadológicas na prescrição e aferição do conhecimento válido, e a existência de gritantes assimetrias entre os países centrais e da periferia na produção científica constituem sérios desafios na promoção de uma educação e de um ensino superior pautados por perspetivas contra-hegemónicas e humanistas.